Afastamento de até 90 dias sem perícia presencial.

INSS amplia auxílio-doença sem perícia presencial: afastamentos de até 90 dias agora podem ser aprovados apenas com atestado médico válido.

Com a nova regra, o segurado pode ter o benefício concedido apenas com base em documentos médicos, sem precisar comparecer a uma agência do INSS. Antes, essa possibilidade era limitada a afastamentos de até 60 dias. Agora, o prazo foi estendido para até 90 dias, o que amplia o acesso ao modelo simplificado.

A mudança tende a beneficiar principalmente trabalhadores com doenças de recuperação mais curta, que antes precisavam enfrentar agendamentos demorados para perícia.

Como solicitar o auxílio-doença?

Todo o processo pode ser feito de forma digital, por meio da plataforma Meu INSS. O passo a passo é simples:

  • Acessar o sistema pelo site ou aplicativo
  • Solicitar o benefício por incapacidade temporária
  • Anexar atestados médicos e exames complementares
  • Aguardar a análise remota dos peritos

O resultado da avaliação também é disponibilizado diretamente na plataforma, sem necessidade de comparecimento físico.

O que o atestado médico precisa ter?

Para que o pedido seja analisado sem exigência de perícia presencial, o documento médico deve atender a critérios obrigatórios. O INSS exige que o atestado contenha:

  • Nome completo do paciente
  • Data de emissão
  • Diagnóstico ou código CID (Classificação Internacional de Doenças)
  • Assinatura e carimbo do médico com número do CRM
  • Prazo estimado de afastamento

Documentos ilegíveis, com rasuras ou incompletos podem levar o INSS a exigir perícia presencial, mesmo dentro do prazo de 90 dias.

A perícia presencial ainda pode ser exigida?

Apesar da ampliação do modelo digital, a análise documental não é automática em todos os casos. O INSS pode convocar o segurado para uma avaliação presencial se houver inconsistências nos documentos ou dúvidas quanto à incapacidade informada. Além disso, afastamentos superiores a 90 dias continuam dependendo de perícia médica presencial.

A nova regra representa um avanço na tentativa de tornar o atendimento previdenciário mais ágil e acessível. Ao eliminar a necessidade de deslocamento em muitos casos, o INSS reduz burocracias e melhora a experiência do segurado, especialmente para quem já enfrenta limitações de saúde.